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31 de MAR de 2017

Taxa de desemprego pode superar 13% no trimestre, afirmam economistas

Fonte: Valor

A taxa de desemprego deve ultrapassar 13%, passando de 12,6% em janeiro a 13,2% no trimestre móvel encerrado em fevereiro, conforme a média de 24 projeções colhidas entre consultorias e instituições financeiras pelo Valor Data. As estimativas para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que será divulgada hoje, variam de 12,8% a 13,4%. No mesmo período do ano passado, o indicador era três pontos percentuais menor, 10,2%.

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Na avaliação de Rafael Leão, economista da Parallaxis, a elevação do desemprego será resultado tanto do avanço das demissões quanto da maior procura dos trabalhadores por recolocação. Na comparação com os três meses encerrados em fevereiro de 2016, estima ele, a ocupação recuará 2%, enquanto a força de trabalho avançará 2,4%. Se isso for confirmado, será uma aceleração expressiva em relação a janeiro, quando a população economicamente ativa cresceu 1,5%, e à media de 2016, 1,5%.

A equipe da Tendências Consultoria, que prevê desemprego de 13,3% em fevereiro, espera queda de 1,8% da população ocupação e alta de 1,7% da força de trabalho. O UBS projeta retração semelhante para o nível da ocupação, mas avanço mais modesto da PEA, de 1,3%. Com essa combinação, a taxa cresceria a 12,9%, nível que, descontados os efeitos sazonais, equivaleria ao observado em janeiro, 12,8%.
 
Graças ao impacto positivo da desaceleração da inflação, a renda média real avançaria 2,3% na comparação com igual intervalo do ano passado, calcula a equipe do banco suíço, contra alta de 1,3% em janeiro. Assim, a massa de rendimentos entraria em território positivo pela primeira vez em 17 meses, um aumento de 0,5%. Leão, da Parallaxis, pondera que a maior procura por novas vagas nos próximos meses tende a ter impacto negativo sobre os salários, já que a concorrência passará a ser maior.
 
Os economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), observam que, ao contrário das cinco últimas recessões pelas quais o Brasil passou, desde 1992, o ritmo de queda da renda foi menor, de 0,11% em média por trimestre, contra redução de 0,47% nos outros períodos. O avanço do desemprego, por outro lado, foi maior. "A crescente formalização da economia fez aumentar a inflexibilidade dos reajustes salariais, dada a maior exposição dos contratos de trabalho à legislação trabalhista", argumentam.
 
Luiz Antonio de Lima e Diego Lima da Planefisco Consultoria Empresarial,
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